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sábado, 7 de janeiro de 2012

The Flash #4

 

The Flash # 4 
Atrvéz do Espelho - Parte 4
O Velocista Escarlate

Foi tudo como um grande truque de mágica: espelhos posicionados sobre os principais edifícios de Central City eram o portal, Evan MuCulloch era a chave e num instante de assombro a cidade foi engolida pela fria terra dos espelhos e em seu lugar no mundo real ficou um imenso buraco negro. Um relâmpago vermelho corre por toda a cidade em busca de uma saída daquela prisão, mas não há, o lugar está mergulhado no nada.

- Como pode? – sussurra Barry Allen – Não existe saída...

- Por que eu escolhi que fosse assim. – a voz do Flash Reverso vinha detrás de Barry – Aqui eu serei seu algoz, Flash.

- Olha, cara, eu não sou este “Flash”...

- Não ainda, mas será! – grita Thwane, embora tente por um instante se acalmar – Não ainda. Mas será, à custa do meu trabalho, da minha vida inteira de pesquisa... Você morre aqui, Flash!

Então dois relâmpagos, um escarlate e outro dourado, se encontraram e o impacto foi gigantesco: vidros voaram por toda parte dos prédios próximos, um grande trovão rugiu por toda cidade quebrando a morbidez do silencio que se estabelecia.

- Os velocistas já começaram a corrida pelo futuro de Central City. – Evan observava aquela seqüência de luzes e os trovões que as seguiam, com uma nítida felicidade no olhar – Bom, hoje é o dia da Galeria de Vilões. Vocês todos, matem, pilhem, estuprem, divirtam-se! A cidade é nossa.

Todos os marginais que viviam excluídos nos esgotos de Central City sedentos de vingança contra os seus supostos opressores avançaram contra a população assustada da cidade e promoveram uma guerra civil. Saques em profusão, pessoas armadas de paus e pedras indo às ruas para defender seus lares, suas vidas e seus direitos. E sobre o céu de cores mortas os dois olimpianos se digladiavam por seu reino de concreto.

- Acaba aqui, Flash! – Thwane grita – Você morre junto com seu povo!

Por um instante, entre os rápidos golpes desferidos pelo Flash Reverso, Barry Allen olha pro chão e vê as pessoas de Central City. Eles, sem poder algum, lutavam tão desesperadamente para defender seu lugar, suas vidas. Por que ele, um ser acima da média iria desistir?

- Acho que não, amarelinho. – Barry soca com toda sua força o Flash Reverso, arremessando-o em direção a um dos espelhos que serviam como portal. O corpo dele se choca com força, estraçalhando o vidro e o arremessando para dentro de um negro e desconhecido mundo. Só que neste ínterim aconteceu algo que Barry Allen nem mesmo esperava: o buraco negro começou a destroçar partes da cidade, sugando-a pra seu interior.

- Droga! – diz Barry, se afastando do local e retirando os civis do alcance da zona de sucção – Que eu faço agora? Pensa, Allen...

O pânico nas ruas era geral. Gritaria, pessoas correndo, chorando. Como salvá-las? Esta era a pergunta que não saia da mente de Barry Allen até ele chegar a um beco menos movimentado e ver um sujeito tentando escapar da confusão atravessando um espelho. Sem pensar nenhum momento no que estava fazendo, Barry segurou o Mestre dos Espelhos pelo braço e o arremessou com força contra a parede.

- Foi você quem nos trouxe para cá? – gritou Barry – O que o Flash Reverso te deu?
MuCulloch sorriu, a boca repleta de sangue, alguns dentes quebrados.

- Ele me deu isso. – estendeu os braços, como se abraçasse o mundo a sua volta – Poder!

- Tire-nos daqui agora!

- E se eu não fizer...

Flash olhou em volta, tentando não ouvir os desesperados gritos de socorro.

- Morre aqui com todo mundo.

Evan ponderou por um instante, mas sempre havia sido um sobrevivente. Sabia o que tinha que fazer. E como num grande truque de mágica Central City foi devolvida ao meio-oeste americano, como se jamais houvesse sido removida. Fora as cicatrizes da guerra civil e os prédios destruídos pelo buraco negro, que estariam ali sempre como lembrança das perdas de vida ocorridas no mundo dos espelhos, tudo estava como antes. O Flash olhou para o sol, ardendo forte em seu rosto e as pessoas se juntando, se ajudando a prosseguir, enquanto os ratos da galeria de vilões fugiam de volta pra os esgotos. O Mestre dos Espelhos também se fora, mas Barry sabia que não seria a última vez que o veria. Então o velocista escarlate desaparece no meio da multidão, como se não houvesse estado ali. Só um borrão vermelho.

Um mundo de distância dali, preso num escuro espelho, Thwane grita que irá se vingar, mas ninguém pode ouvi-lo.

Um mês depois...

- Um mês depois dos terríveis acontecimentos em Central City envolvendo o terrorista britânico Evan MuCulloch, que usa a alcunha de Mestre dos Espelhos, ainda paira uma pergunta no ar: quem será o herói escarlate que salvou nossa cidade e que vem agindo contra a onda de crimes que assolava nossa cidade há anos? O nome Flash foi tudo que conseguimos dos bandidos que ele prendeu e deixou amarrados para polícia na porta do Departamento. Pra os mais novos, Flash era um herói que agiu durante a chamada “era de ouro” e que combateu nazistas utilizando seus poderes de super velocidade. Ele desapareceu misteriosamente depois da guerra e, até o momento, não se tinha notícias dele. Será o mesmo homem? Mais uma pergunta sem resposta. Aqui é Iris West, pro Jornal de Central City. Boa Noite.

Jay Garrick desliga a TV com um sorriso nos lábios, senta-se no alpendre de sua casa e observa as crianças brincarem. Tudo parece tão novo, diferente de um mês atrás.

- Ainda existe esperança... – sussurrou pra si – Enquanto o legado persistir existe esperança de que tudo se renove e que o amanhã seja melhor...

Sorriu com o pensamento que lhe ocorrera,

“E o que me impede de voltar a correr?”


FIM

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